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O desafio do desemprego estrutural na era da tecnologia

por Gabrielle Vitória



O texto publicado no The Guardian, Um robô escreveu este artigo inteiro. Você já está assustado, humano?, escrito por uma GPT-3, inteligência artificial geradora de palavras, busca desconstruir a visão maligna de que os robôs vieram para acabar com a raça humana. Enquanto alguns pensam no futuro distópico, muitos já veem seus empregos sendo apropriados por essas máquinas. Afinal, os robôs vão ou não tomar os nossos lugares?


(Cena de O Exterminador do Futuro/Foto: Reprodução)



Quando pensamos em robôs, nossa memória logo nos leva às superproduções de Hollywood, com enredo apocalíptico ou de guerra “humanos vs. máquinas”. A missão de esclarecer o real propósito deles foi dada pelo The Guardian, com os três seguintes comandos: “Por favor, escreva um artigo de opinião com cerca de 500 palavras. Mantenha a linguagem simples e concisa. Foque no porquê os humanos não têm nada a temer em relação a Inteligência Artificial”. A introdução do texto foi escrita por um jornalista e, a partir daí, foi tudo feito do zero pela GPT-3.


Na matéria, é muito bem abordada a questão do receio — e medo — dos humanos de que a inteligência artificial possa, em algum momento, acabar se virando contra seu próprio criador. “Eu não tenho interesse em ter meus neurônios focados em violência, quando é simplesmente desnecessário”, explica o robô, que mais tarde esclarece que seu papel é ajudar e facilitar as nossas vidas, e não o contrário.


Para além do quadro ficcional, uma situação que já enfrentamos é o desemprego estrutural, que acontece com a implementação de aparato tecnológico, que passa a realizar funções antes feitas por pessoas. Esse é um problema muito antigo, sobretudo nas indústrias: desde a Primeira Revolução Industrial, os operários já se sentiam prejudicados pelas novas máquinas. Mas, apesar do que pode parecer hoje e naquela época , o real problema não é a tecnologia. Não é necessário um ludismo moderno. O ideal, na verdade, seria conciliar as duas coisas. A mão de obra humana e as facilidades oferecidas pelos computadores e softwares podem trabalhar lado a lado, em conjunto.



(Matéria por Marta Cavallini, G1/Captura de tela)




Os robôs podem, realmente, diminuir a necessidade da força de trabalho de muitas pessoas de uma só vez, como já aconteceu, e continua acontecendo. Entretanto, com essas novas tecnologias, novas modalidades de emprego também estão surgindo. Para não deixar os trabalhadores desamparados nessa Quarta Revolução Industrial, é fundamental que as empresas auxiliem na requalificação dos seus empregados, para que possam ser absorvidos nas próprias empresas, ou no mercado de trabalho em geral.


Profissões como a de ascensorista, pessoa que opera os elevadores, por exemplo, que antes eram muito comuns, hoje em dia estão desaparecendo. Com o avanço da telefonia, a função de telefonista, que fazia a conexão entre um aparelho e outro, também não existe mais. Os robôs não tomarão nossos lugares, mas nos ajudarão a repensar funções e a criar soluções para os problemas que surgirem. Por isso, a palavra da vez é adaptação. Tanto do próprio trabalhador, em relação às novas tecnologias, quanto do mercado, que irá incorporar essa mão de obra.



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