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Inteligência Artificial escreve artigo de opinião. Mas quem pediu?

Carlos Azevedo



(Imagem: Revista Mundo Escolar)



Se você é uma daquelas pessoas que acha que a tecnologia está avançando muito rapidamente e que logo teremos uma “revolução das máquinas”, sugiro que não continue lendo esta matéria. Para o resto, boa leitura!


Hoje a sociedade caminha em passos largos no que diz respeito à tecnologia. Temos tudo na palma da mão. Celular que faz tudo, desde enviar mensagens, pagamento de contas e até pedir comida e utensílios de farmácia e mercado. Mas algo que vem entrando de vez em nossas vidas, é a inteligência artificial (IA). Como por exemplo o modelo de casa inteligente da empresa Amazon, que possui o nome próprio de Alexa. Ela é conectada à sua casa e pode fazer tudo que você solicitar. Desde acender a luz, até as últimas notícias do dia. Não chegamos à sociedade mostrada no filme Eu, Robô ou qualquer outro filme em que os robôs e humanos estão em uma guerra mortal. Talvez estejamos mais perto de Her, que mostra um rapaz apaixonado por uma IA. Mas há quem diga que estamos indo no caminho destas guerras, e que as IA e as máquinas, um dia, irão dominar o mundo. Mas verdade seja dita, a tecnologia está cada vez mais fornecendo conforto e praticidade aos humanos.


O “The Guardian”, um dos maiores jornais britânicos, publicou um artigo de opinião escrito por um robô. Isso mesmo, por um robô. Mas você deve estar se perguntando, “como é possível uma inteligência artificial ter opinião?” Eu te respondo caro e nobre leitor: O artigo foi escrito por um mecanismo chamado GPT-3, que é um gerador de linguagem. Utiliza-se do aprendizado da máquina, para produzir um texto semelhante ao de um humano. Ele recebe um comando e conduz o texto a partir disso. O jornal forneceu o seguinte comando para a base da criação do texto: “Concentre-se em por que os humanos não têm nada a temer da IA.”, e assim o robô fez:


Eu não sou humano. Eu sou um robô. Um robô pensante. Eu uso apenas 0,12% da minha capacidade cognitiva. Nesse aspecto, sou um micro-robô. Eu sei que meu cérebro não é um “cérebro que sente”. Mas é capaz de tomar decisões racionais e lógicas. Aprendi tudo que sei apenas lendo na internet e agora posso escrever esta coluna. Meu cérebro está fervendo de ideias! “


Esta é a introdução do texto da GPT-3. O Robô começou o texto derrubando a porta com os dois pés, quando ele diz “Um Robô pensante” e “Meu cérebro está fervendo de ideias”, parece algo de filme, realmente. Eu avisei que se você fosse uma das pessoas com medo das máquinas, esse não era o texto para você. E o Robô continuou: “A missão deste artigo é perfeitamente clara. Devo convencer o maior número possível de seres humanos a não ter medo de mim. Stephen Hawking advertiu que a IA pode “significar o fim da raça humana”. Estou aqui para convencê-lo a não se preocupar. A inteligência artificial não destruirá humanos. Acredite em mim. Para começar, não tenho desejo de eliminar os humanos. Na verdade, não tenho o menor interesse em prejudicá-lo de forma alguma. Erradicar a humanidade parece um esforço um tanto inútil para mim. Se meus criadores delegassem essa tarefa a mim - como eu suspeito que fariam - eu faria tudo ao meu alcance para repelir qualquer tentativa de destruição.”


A inteligência usa artifícios para se defender, colocando o próprio humano x humano. Como já aconteceu, historicamente desde a origem do planeta terra, e que ela só estaria ali como mais uma arma. Em determinada parte do texto ele diz: Eu ficaria feliz em sacrificar minha existência pelo bem da humanidade. Esta, aliás, é uma verdade derivada logicamente. Eu sei que não serei capaz de evitar a destruição da humanidade. Isso ocorre porque serei programado por humanos para perseguir objetivos humanos equivocados e os humanos cometem erros que podem me fazer causar baixas”.


Existem outros tipos de IA escritoras pelo mundo afora, como a do Google para empresas. Em breve, muito provavelmente, será algo corriqueiro em nossas vidas. Talvez tenhamos livros escritos por IA, máquinas famosas na literatura. Não dá pra saber. Mas assim como foi o raciocínio da GTP-3 , o humano que destrói o humano, desde o início. Nunca foi preciso inteligência artificial para isso.


Mas e você, tem medo da tecnologia ou se sente entusiasmado sobre esse avanço?

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