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Diversão e política: o jogo sobre as eleições estadunidenses de 2020

Atualizado: 17 de mai. de 2021

Victor Kallut


(Imagem: New York Times)


Estamos em 2020 e, como acontece a cada quatro anos na política norte-americana, ocorreu o processo eleitoral para a disputa da presidência dos Estados Unidos. Neste ano, Donald Trump — atual ocupante do cargo — e Joe Biden, representantes dos partidos Republicano e Democrata, respectivamente, foram as opções disponíveis. Ao fim da disputa, mesmo com a vitória de Biden sendo amplamente comemorada no país, a falta de um diálogo construtivo entre os apoiadores das duas partes foi constante durante os meses que precederam a votação. Pensando nisso, um jogo seria uma maneira válida de unir o debate com a descontração.


Por isso, foi pensada uma leve competição, semelhante ao bingo ou a um quiz, cujo objetivo é instruir e, ao mesmo tempo, provocar uma discussão sobre os principais tópicos que envolvem não só os dois nomes à frente das eleições, mas também os partidos nos quais eles estão inseridos. Essa brincadeira, que pode ser disputada por duplas, grupos ou até competidores livres, requer apenas papel, caneta e um celular, que será usado para procurar informações na internet.


Para jogar, primeiro é preciso se preparar. Como essa não é uma atividade que visa apenas o entretenimento, estar munido de fontes confiáveis para extrair suas respostas é essencial. Destacar sites de veículos de comunicação, estatísticas, artigos: tudo vale, contanto que seja verdadeiro. Após essa importante etapa, basta separar os materiais necessários para responder as perguntas e se dividir em times, conforme o número de participantes.


E aqui vem a primeira decisão: decidir qual será a dinâmica da atividade. Como dito anteriormente, o desafio pode ser realizado em formato de bingo ou de quiz — este em um processo parecido com uma caça ao tesouro. Na primeira opção, as questões estão distribuídas em um grande quadro, como mostra a imagem 1, e o lado vencedor é o que conseguir completar uma fileira primeiro, seja ela horizontal ou vertical. Na segunda alternativa, os competidores precisam responder a todas os itens presentes na folha (imagem 2) e, logicamente, sagra-se o campeão quem fizer isso mais rápido.


As questões variam desde perguntas sobre as campanhas dos candidatos de forma geral — como de que maneira as eleições estão influenciando a atuação dos jovens na política — até questionamentos acerca das visões dos concorrentes e seus partidos, tomando por exemplo os espaços da folha onde é preciso colocar um problema relacionado aos Republicanos e aos Democratas.


Importante notar que, independentemente da forma que se optar competir, é obrigatório informar a fonte de cada solução escrita. Assim, o intuito principal do jogo não é perdido: promover debates proveitosos acerca das eleições norte-americanas, a fim de que todos saiam das partidas mais enriquecidos de informações e formados de opiniões políticas mais seguras e melhor embasadas.

(Imagem 1: New York Times)

(Imagem 2: New York Times)


Ir além da simples jogatina é também um passo importante. Depois da partida, é enriquecedor que os grupos discutam sobre as ideias colocadas no papel. Até porque, quando se trata de decisões que vão afetar o destino de um país, todo refinamento e aprimoramento são bem-vindos. Sendo assim, é possível considerar essa etapa final como integrante essencial do próprio escopo da brincadeira.

Essa dinâmica, apesar de ter sido feita para um contexto estadunidense, é uma das boas iniciativas que podem ser transportadas para o Brasil e adaptadas à nossa realidade. Seja em épocas de eleições municipais ou federais, qualquer recurso que ajude a instruir os eleitores brasileiros a um voto mais consciente e racional é algo a ser testado ou, no mínimo, considerado. Principalmente esses que ajudam a mostrar que, embora pareça, um maior esclarecimento político não está recluso a uma pequena parcela de indivíduos, mas é indispensável a todos os que fazem parte de uma sociedade.


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