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Rodrigo de Almeida e a pluralidade do jornalismo

Rebecca Henze


Se você pudesse escolher uma palavra para definir o jornalismo, qual seria? Rodrigo de Almeida escolheu “inquietação”, a característica de nunca estar quieto, conformado com algo por muito tempo, muito importante para os profissionais da área. Certamente essa palavra conta muito sobre a história deste convidado do ECOnversa: jornalista, com formação em Ciências Políticas, experiência de trabalhar como escritor, pesquisador, professor e até na secretaria de comunicação da Presidência da República, Rodrigo contou um pouco de toda a sua trajetória na live do dia 6 de maio. Richardison Barros, aluno do primeiro período, entrevistou o jornalista, uma das estrelas da segunda temporada do projeto ECOnversa.



(Arte de divulgação)


A entrevista começou com as lembranças do início da carreira do convidado. Rodrigo conta que se formou na Universidade Federal do Ceará, mas a partir do seu mestrado e doutorado em Ciências Políticas no Rio de Janeiro, seu caminho estava traçado para além do jornalismo tradicional. Ao juntar a oportunidade de trabalhar na cobertura do cenário político com seus estudos na área, o jornalista se voltou para a análise política, se afastando das famosas “hard News” (o jornalismo factual, diário, que cobre os acontecimentos do dia).

Seguindo então esse caminho, Rodrigo chegou ao posto de secretário de imprensa da Presidência da República durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Como assessor, passou por crises e ganhou muita experiência de como a comunicação é uma ferramenta fundamental para o andamento de uma gestão pública. Chegar neste posto, como qualquer outro, resultou da junção de oportunidade e boa preparação, fato que levou a outro ponto importante abordado na conversa: o destaque dado ao doutorado do convidado. Já que, independentemente da área de escolha, Rodrigo aponta que o meio acadêmico realmente abre portas que, antes, poderiam não ser consideradas.

Outro foco da carreira de Rodrigo são os livros. Escrevendo ou editando, a literatura sempre esteve muito presente na vida do convidado, mesmo quando escreve como ghost writer. Rodrigo conta que para ele escrever livros foi resultado de um processo natural do caminho que estava percorrendo, já que acredita que a literatura possa ser uma extensão do trabalho do jornalismo. Ambas as linhas de carreira trabalham em cima da força da palavra, porém o entrevistado reforça que escrever um livro é não só muito mais trabalhoso como também deixa o autor mais suscetível ao julgamento público.

Na imprensa, o jornalista já atuou como editor de Política e no Caderno Ideias, suplemento literário do Jornal do Brasil, fato que levou Richardison a questionar a “importância” desses cargos. O convidado questionou a hierarquização e apontou a visibilidade de todas as funções, já que é tudo muito inconstante. Segundo ele, a hierarquia nas redações existe e pesa nas escolhas individuais, porém a base da notícia é sempre o repórter.


Confira a entrevista na íntegra: https://www.instagram.com/tv/COjJw5XJPKd/?utm_source=ig_web_copy_link


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