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“Café da Manhã” é um prato cheio para todos os jornalistas

Atualizado: 9 de out. de 2020

Pedro Dias


O podcast Café da Manhã mistura conteúdo e praticidade. Surgido da parceria entre Folha de São Paulo e Spotify, apresentado por Magê Flores, Maurício Meireles e Bruno Boghossian, o programa que estreou em 2019 já é um dos mais ouvidos do país. Publicado de segunda à sexta, os episódios têm temas variados, mas sempre relevantes. Entre os principais tópicos estão assuntos complexos como política e economia, porém explicados detalhadamente e bem desenvolvidos ao longo dos episódios através de entrevistas, outras reportagens e até 'memes'.


(Capa do podcast / Imagem: Reprodução)


Assim, os temas se alternam, conforme o que está em voga no momento, podendo ir desde o racismo presente no sistema judiciário e na medicina, até o crescimento do TikTok pelo mundo. Mas, se engana quem pensa que o podcast aborda tópicos "menos importantes". Em grande parte dos seus episódios, especialistas são chamados para explicar e discutir os assuntos abordados, o que acaba mostrando como esses conteúdos têm ramificações que vão além do óbvio e atingem diversas áreas.


Apesar dos episódios não terem uma ordem correta, alguns assuntos acompanham o podcast desde o seu início. Um dos exemplos que melhor ilustram isso é o do caso “Queiroz”, tema do episódio Onde está o Queiroz? em 9 de janeiro de 2019, quando ainda era discutido o paradeiro do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, e, mais recentemente, no episódio Queiroz foi encontrado e está preso em 19 de junho de 2020.


Um ponto alto é a bancada mutável. A adição mais recente entre os apresentadores é a do jornalista Bruno Boghossian, ex-aluno da ECO e mestre em ciência política, que passa a se revezar com os outros dois. Além dos já citados, os produtores Jéssica Maes e Renan Sukevicius também apresentam ocasionalmente o programa. Como no capítulo O que torna alguém uma minoria por sexo, gênero ou afetividade, comandado por Sukevicius, que também escreve sobre diversidade no blog Todas as Letras e contribui com um novo lugar de fala à discussão dos temas.


Outro acerto é o tempo médio dos episódios, ficando geralmente entre 20-30 minutos, tornando-os facilmente adaptáveis às mais diversas rotinas, seja fazendo companhia na hora dos exercícios físicos ou na hora de lavar a louça. Isso também ajuda a atrair ouvintes que não têm o hábito de ouvir podcasts e se assustam ao se deparar com programas com mais de 1 hora de conteúdo. Além disso, a duração casa perfeitamente com o nome do programa, no sentido de ser algo palatável e que carrega consigo sustância para toda sua jornada. Afinal, "o café da manhã é a refeição mais importante do dia".


Interessou-se? Ouça o Café da Manhã no Spotify ou no site da Folha.

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