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Alexandre Avancini fala sobre o audiovisual brasileiro

Julia Silva


Na última terça-feira dia 12 de outubro, o ECOnversa fez sua primeira live internacional recebendo o jornalista, produtor e diretor de cinema Alexandre Avancini. O primeiro convidado da semana é responsável pela direção de sucessos como a novela “Por amor" da Rede Globo e as famosas “Os dez mandamentos” e “José do Egito” da Record.


As entrevistadoras Giulia Mignone e Tays Paulino começaram a conversa perguntando sobre a decisão de Avancini por jornalismo e a relação da escolha de sua carreira com o pai, o também diretor Walter Avancini. Alexandre, que optou pela graduação na PUC, diz ter sido uma escolha bastante acertada já que a grade do curso de jornalismo na época atendia sua ambição por televisão e cinema, e sobre a influência de seu pai diz que sua carreira o inspirou muito na escolha.


Falando do início da carreira, Avancini revelou como era a convivência com os grandes atores da época: "Todo mundo me conhecia quando eu era criança… e isso me ajudou muito porque eu fui muito bem acolhido por esse círculo que é um círculo fechado." Mais a frente na resposta o produtor citou a emoção de trabalhar com figuras que conhecia desde a infância. "A primeira vez que eu fui dirigir a Regina (Duarte) em uma externa eu fiquei emocionado." Alexandre falou mais sobre percurso na Globo iniciado na área de edição e da experiência de dividir o set com o pai: "Nós conversamos muito sobre cinema e sobre televisão, sobre essa paixão por dirigir ator, herdei dele essa paixão pelo acting".


Ainda falando sobre a temporada na emissora, Avancini falou sobre a novela Por amor, de Manoel Carlos, que faz parte do ranking de reprises mais bem-sucedidas da década e na qual ele trabalhou como segundo diretor. Respondeu também sobre o trabalho Presença de Anita. "Acho hoje que seria sempre bem-vinda", expôs, quando perguntado sobre um possível remake da minissérie de 2001 que trata de temas delicados, culminando em um feminicídio.


Em 2005,ele fez sua transição para a emissora Record como diretor de núcleo: "A gente montou um núcleo inteiro novo de dramaturgia". O responsável pela direção de projetos com críticas sociais como Vidas Opostas e o clássico infanto-juvenil Mutantes, entre outros, falou sobre como o jornalismo o ajudou na sua base com ensinamentos como história, psicologia e contextualização.


Expôs também os desafios na produção do sucesso de audiência Os dez mandamentos, adaptação da obra bíblica que conta a história de Moisés. "O desafio primeiro vem da roteirista, porque o material que tem na bíblia tem uma série de lacunas" "enquanto diretor é o desafio de fazer cenas com dez mil figurantes, mar vermelho abrindo…" Sobre a adaptação da novela para o cinema, contou sobre as dificuldades de edição de 170 capítulos para produção cinematográfica. Dentro do assunto cinema falou também da produção dos filmes Nada a perder e Nada a perder 2, sobre a história do pastor Edir Macedo, que foram roteirizados baseado nos três livros biográficos de Douglas Tavolaro.


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