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A economia inabalável do crime em reportagem da piauí

Raquel Pereira


Em nova matéria da piauí PCC na contramão da crise é investigado como o PCC (Primeiro Comando da Capital) está arrecadando mais dinheiro que a economia brasileira durante o mesmo período – e tanto quanto a Havan em um mês. Allan de Abreu, jornalista responsável pela reportagem e autor premiado, observa questões relevantes que envolvem o mundo “invisível” da facção criminosa. Além de aprofundar o esquema de investigação da Polícia Federal sobre os envolvidos, na atual fase do conhecido gigante do crime organizado.


O PCC surgiu de uma irmandade secreta e foi fundado por oito presos em 31 de agosto de 1993 no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté, uma prisão de segurança máxima. Inicialmente criado para proteger outros prisioneiros dentro do Anexo, cobrando taxas para “ajudá-los”, o Primeiro Comando se espalhou pelo Brasil rapidamente. A facção gerencia o maior cartel de tráfico de drogas no país e é uma das maiores organizações criminosas atuantes na América Latina. Desde 2012 o tráfico realizado tem se expandido, com o esquema de ligação entre o Porto de Santos e a Europa na exportação de cocaína, sendo apontado como um dos motivos para o salto observado nos lucros.


Na investigação apresentada como central, a delação feita pelo piloto das lideranças da facção, Felipe Ramos Morais, foi um diferencial para serem apontadas novas pistas. Nesta ação foi introduzido o nome do suspeito José Carlos Gonçalves, o “Alemão”, empresário e sócio do Primeiro Comando. Outro personagem importante apresentado é Antônio Carlos Martins Vieira, o “Tonho”, investigado por furto de cargas e ligado diretamente a Alemão na lavagem de dinheiro. Esses envolvidos fazem parte das subdivisões do PCC, importantes para geração de diversas fontes de dinheiro, tornando mais difícil serem descobertos.


Após 27 anos de existência a facção continua a crescer economicamente, como demonstra a reportagem, ainda que em situação de pandemia. As principais formas de receber o dinheiro arrecadado através do tráfico de drogas e armas são lavagem de dinheiro, esquema de laranjas e outras formas ilícitas de repasse. No parágrafo de abertura já é dado um exemplo de como esse repasse acontece: um jovem fazendo depósitos de grandes quantidades de dinheiro em notas no seu nome e no nome de uma empresa – apontada pela polícia como envolvida.


Porém, para identificar todas as peças do jogo criado pela organização sofisticada do crime organizado, é preciso analisar muitos esquemas menores envolvidos. Sendo essa uma das dificuldades encontradas pela Polícia Federal (PF) em remontar todo o processo que o PCC cria para funcionar conjuntamente a seus aliados, sendo “invisível” para a maior parte da sociedade. Indispensável para jornalistas, a matéria apresenta uma introdução ao essencial sobre segurança pública, detalhada e direta no que apresenta das investigações feitas ao poder paralelo.


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