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Pedro Dória - as possibilidades e a importância do jornalismo

Giovana Gimenes


Na última edição do ECOnversa da terceira temporada, o jornalista e escritor Pedro Dória foi entrevistado pelos alunos de jornalismo da UFRJ Giovana Gimenes e Pedro Rangel. Pedro Dória cursou Jornalismo na UFRJ, é autor de 7 livros, trabalhou como editor executivo do O Globo, hoje é colunista do jornal O Globo, O Estado de São Paulo e da Rádio CBN. Além disso, Pedro é cofundador e editor chefe do Meio, um canal de informação via newsletter. Na live no Instagram do ECOnversa, Pedro falou sobre jornalismo digital, a importância do jornalismo livre, os ataques que sofre por causa da profissão e muito mais.


Durante sua carreira, Pedro ocupou o cargo de editor executivo de plataformas digitais e de editor chefe de conteúdos digitais, que, segundo ele, representava as mesmas funções dentro dos respectivos jornais em que trabalhou. Pedro contou que quando ocupou esses cargos os jornais passavam pelo processo de digitalização, logo, ocorriam as mudanças nas redações, que se adaptavam a produzir o jornal on-line, não impresso e, seu trabalho era justamente reestruturar as redações para funcionar nesse novo modelo.


Pedro é cofundador e editor chefe do Meio, uma newsletter, ou seja, um jornal que envia as notícias via e-mail para os assinantes diariamente, de segunda a sexta-feira, pela manhã. Pedro e seu sócio decidiram criar a startup durante uma crise no mercado jornalístico, por volta de 2015. Durante a live ele detalha sobre como surgiu a ideia de criar o Meio, porque o modelo de newsletter e como funciona o processo de produção do jornal nesse modelo. Além disso, hoje o Meio também conta com um canal no Youtube, uma página no Instagram e um podcast.


“A geração de jornalistas que me inspirou a ser jornalista foi uma geração que resistiu a uma ditadura militar, algumas pessoas morreram, muitas pessoas foram torturadas, uma quantidade imensa teve suas vidas destroçadas”, lembra. Não foi uma boa experiência, mas havia ali uma coisa internalizada nos jornalistas daquela geração que é a seguinte: 'a gente precisa resistir’ e aquilo para mim foi algo imensamente inspirador, a gente tem uma missão”. Segundo ele, é necessário para a existência de uma democracia liberal que exista um jornalismo que não está envolvido com partido político, que não tem sua sobrevivência ligada nem a governo, “porque é este o tipo de jornalismo no qual as pessoas vão poder confiar para poder se informar e tomar as decisões de voto”.


Pedro também dividiu algumas experiências sobre os ataques e ameaças que já sofreu, contou que já precisou registrar queixas na delegacia e reforçou que os ataques às jornalistas são ainda piores. Pedro também comentou sobre como esses ataques são potencializados pelas plataformas de redes sociais e seus algoritmos.


Por fim, Pedro foi questionado sobre as dicas que ele poderia dar aos jornalistas em formação, ele destacou a importância de estarem abertos a mudanças, já que as redes de informação estão sempre em transformação, o que altera o trabalho jornalístico. Ele ainda diz que a profissão é gratificante, mas apenas para quem não se imagina fazendo outra coisa.



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